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Fim de uma era Abril 15, 2008

Posted by loscarrj in Futebol.
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Se será definitivo ou não ninguém sabe, mas ontem Romário anúnciou no programa especial de 5 anos do Bem, Amigos que pensou e repensou e encerrou sua carreira. Se no início de sua carreira o baixinho anunciou que pararia aos 28 anos, ele errou por “apenas” 14 anos. Com o fim de sua carreira, fato que só se extendeu devido a sua vontade de chegar aos 1000 gol, é chegada também o fim de uma era, era que poderia ser chamada de era romântica do futebol.

Veja algumas curiosidades da carreira do Romário, retiradas do site Globo.com:

  • Romário vestiu 11 camisas na carreira: do Olaria (como amador), Vasco, PSV, Barcelona, Flamengo, Valencia, Fluminense, Al Saad, Miami, Adelaide e da seleção brasileira. 
  • Com 154 gols, Romário é o segundo maior artilheiro da história do Campeonato Brasileiro. O camisa 11 só fica atrás de Roberto Dinamite, que fez 190 gols.
  • Romário começou a marcar mais gols após os 30 anos. A média do Baixinho antes dos 30 era de 0,77 gol por jogo. Depois, passou a ser 0,86 gol por jogo.
  • Romário foi o jogador mais velho a se tornar artilheiro do Campeonato Brasileiro. Em 2005, quando fez 22 gols, o Baixinho estava a pouco mais de um mês de completar 40 anos.
  • O nome escolhido pelos pais do Baixinho foi uma homenagem ao “Homem Dicionário”, personagem famoso da Rádio Nacional nos anos 60, que se chamava Romário.
  • Romário é o jogador que mais vezes foi o artilheiro do Campeonato Carioca em toda a história. Foram sete, sendo quatro pelo Flamengo (1996, 1997, 1998 e 1999) e três pelo Vasco (1986, 1987 e 2000).

Após 22 anos como profissional, o Baixinho acumulou recordes, títulos, polêmicas, artilharias e marcas históricas. O craque ficará marcado como um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. Romário tem, por exemplo, mais gols do que o Rei Pelé se forem considerados apenas jogos oficiais pelos clubes e pela seleção brasileira. Ele era o último dos moicanos de uma era em que os craques não precisavam treinar, iam pras noitadas e depois chegavam em campo arrebentando, falavam o que viam na cabeça, resumindo, eram fora-de-séries. Hoje o futebol é marcado pelo profissionalismo e principalmente pela chatice, onde não se pode mais comemorar gols a vontade, não se pode falar mais nada que provoque o adversário, ou seja, tem que ser apático.

Que saudade do baixinho. Valeu peixe. Obrigadto por tudo e boa sorte.

Comentários»

1. frutosdemente - Abril 15, 2008

Vamos todos hoje render homenagens ao baixote.