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Escorregando Junho 3, 2008

Posted by loscarrj in Besteirol.
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O craque das palavras Junho 3, 2008

Posted by loscarrj in Futebol.
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Dia 03/06/1908; há exatamente 100 anos, em Recife, nascia Mário Rodrigues Filho, mais conhecido por Mário Filho, um dos maiores jornalistas da imprensa brasileira. Ele mudou a forma de se escrever. Dando um toque pessoal e com uma linguagem mais vibrante, passando para os leitores uma emoção nunca antes vista.

Nascido na capital pernambucana, Mário Filho transferiu-se para o Rio de Janeiro ainda durante a infância, em 1916. Iniciou a carreira jornalística ao lado do pai, Mário Rodrigues, então proprietário do jornal A Manhã, em 1926, como repórter esportivo, um ramo do jornalismo ainda inexplorado. Entusiasta do futebol, Mário Filho dedica páginas inteiras à cobertura das partidas dos times cariocas. Em Crítica, segundo jornal de propriedade de seu pai, Mário revolucionou o modo como a imprensa mostrava os jogadores e descrevia as partidas. Vem desta época a popularização do “Fla-Flu”, expressão que muitos julgam ter sido criada pelo próprio Mário.

Após a morte de seu pai e o fim de Crítica (que dirigiu por poucos meses), Mário fundou aquele que é considerado o primeiro jornal inteiramente dedicado ao esporte em todo o mundo, O Mundo Sportivo, de curta existência. No mesmo ano (1931) passa a a trabalhar no jornal O Globo, ao lado de Roberto Marinho, seu companheiro em partidas de sinuca. Leva para o jornal o mesmo estilo inaugurado em Crítica e ajuda a tornar o futebol, então uma atividade da elite, um esporte de massas. Em 1932, o Mundo Sportivo organiza o Concurso de Escolas de samba.

Em 1936 compra de Roberto Marinho o Jornal dos Sports. Mário criou os Jogos da Primavera em 1947, os Jogos Infantis em 1951, o Torneio de Pelada no Aterro do Flamengo e o Torneio Rio-São Paulo, que cresceu e se tornou o atual Campeonato Brasileiro. Os outros esportes, como as regatas e o turfe, também mereciam de Mário uma cobertura apaixonada.

No final dos anos 40, Mário lutou pela imprensa contra o então vereador Carlos Lacerda, que desejava a construção de um estádio municipal em Jacarepaguá, para a realização da Copa do Mundo de 1950. Mário conseguiu convencer a opinião pública carioca de que o melhor lugar para o novo estádio seria no terreno do antigo Derby Clube, no bairro do Maracanã, e que o estádio deveria ser o maior do mundo, com capacidade para mais de 150 mil espectadores. E lá foi construido, sendo por muito tempo o amior do mundo, templo sagrado para os rbasileiros, principalmente cariocas e recebeu o nome do jornalista, um forma de homenagem a este grande profissional e brasileiro.

Seu irmão, Nelson Rodrigues, homenageou-o com o jargão “o criador de multidões”, pela sua importância na popularização do futebol no Rio de Janeiro e no Brasil.